Uma boa oportunidade atrai os olhares mais bem treinados dos investidores. Quando o seu negócio começa a chamar atenção, você pode usar o interesse externo para alavancar o seu sucesso. É nessa linha de pensamento que agem os grupos de investidores especializados: eles encontram potencial em determinada empresa e realizam um aporte financeiro, tomando parte acionária no negócio e dando o impulso necessário para que a empresa alcance um novo degrau de desenvolvimento. Junto com o investimento vem, é claro, a cobrança. A participação desses investidores aumenta o rigor com que o negócio será gerido, por isso, o aporte traz consigo a profissionalização pela qual a empresa deverá passar. Não podemos esquecer que uma parte do lucro acaba sendo dividida.

Esse tipo de investimento tem ficado mais difícil devido ao crescimento das startups no Brasil. São mais de 10 mil no país e, muitas vezes, essas empresas não prosperam. Para evitar perdas, os investidores apostam nas ideias mais sólidas ou startups bem consolidadas na sua área. Portanto, se o seu negócio tem grande potencial e só precisa de um empurrãozinho para decolar, esse tipo de parceria pode ser a ideal. São diversos estágios de investimento, sendo os principais os investidores-anjo, o Seed Capital, o Venture Capital e o Private Equity. Existem, ainda, as Aceleradoras, uma iniciativa que vem crescendo dentro do mercado. Vamos explicar como cada um deles funciona para que você possa encontrar aquele que melhor combina com o seu negócio.

Investidores-anjo: para quem está começando

Os “investidores-anjo” aportam nas empresas que estão começando, inclusive naquelas que ainda estão sendo idealizadas. São investimentos menores e que visam auxiliar o passo inicial da startup. O grupo Rocket Internet é considerado uma “fábrica de startups”. Os seus investimentos em negócios trabalham em mais de 40 países e, no Brasil, investem em empresas de tecnologia digital, como e-commerce ou aplicativos móveis.

Seed Capital: expansão e estabelecimento

Em um degrau acima do Angel, o Seed Capital investe em empresas que já possuem clientes e produtos bem definidos, porém sem a força financeira necessária para se expandir e estabilizar dentro do mercado. O grupo forma, geralmente, um fundo com vários investidores que aportam em várias empresas, aumentando suas chances de sucesso. Para as startups com grande potencial de crescimento, a Flybridge já fez mais de 60 investimentos, principalmente na área de TI, saúde e consumo.

Venture Capital: pensando grande

Os fundos de Venture Capital estão focados nas empresas com um faturamento anual sólido e uma inserção forte dentro da sua área. Essas empresas estão em fase de franco crescimento. Sem estabelecer um nicho especial para aportar, a DGF Investimentos aplica até R$10 milhões em cada empresa investida. No setor de e-commerce segmentado, mobile e mídia digital, a e.Bricks tem sido, desde a sua fundação em 2012, uma das grandes quando o assunto é investir.

Private Equity: fusões e vendas

Trata-se das empresas que faturam mais de R$100 milhões anualmente, geralmente com capital aberto. O próximo passo é a fusão ou venda dessa empresa e o investimento é bem maior do que os R$10 milhões do Venture Capital. O Accel Partners, com mais de R$6 bilhões sob sua responsabilidade, já investiu em empresas como a gigante Facebook, tendo participação em grandes startups do Brasil.

Aceleradoras: a cultura empreendedora

As Aceleradoras funcionam de uma maneira um pouco diferente. São quantias menores e que visam uma profissionalização da startup que está começando. Elas entram como parceiras no negócio por meio de um aporte de capital de, no mínimo, R$20 mil, em troca de uma participação de, no máximo, 20% na empresa. É claro que a Aceleradora não faz isso apenas por filantropia: ela tem interesse em ver a startup dar certo, pois o lucro também será dela. Para isso, além do investimento e da participação acionária, as Aceleradoras têm como responsabilidade acompanhar o dia a dia da empresa, oferecendo soluções e propostas de empreendedorismo e criando uma nova cultura dentro da startup.

Além disso, a inserção das empresas no exterior também é uma das contribuições que as Aceleradoras oferecem. Por isso, elas são formadas por profissionais capacitados e selecionadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação através do programa Start-up Brasil. A 21212, do Rio de Janeiro; a Gema Ventures, de São Paulo e a Jump Brasil, de Recife, são algumas das 12 aceleradoras qualificadas para o biênio 2015-2016.

O uso dos grupos de investidores ou das Aceleradoras depende da realidade da sua empresa. O melhor decisor sobre o que será saudável para o seu negócio é você mesmo, que conhece melhor do que ninguém o seu trabalho. Aliás, em alguns casos um bom planejamento pode indicar a possibilidade financiamento próprio.

Outra possibilidade são as plataformas de financiamento colaborativo de projetos, que abordaremos em outro post.

E então, alguma destas opções se encaixaria na situação atua do seu negócio? Você tem alguma dúvida ou sugestão sobre o assunto para compartilhar? Escreva um comentário!