O mundo em que vivemos é feito de ideias. À exceção daquilo que a natureza nos fornece, tudo o que nos cerca primeiro surgiu na forma de uma ideia na cabeça de alguém, antes de ser colocado em prática. Toda a tecnologia que utilizamos, a roupa que vestimos, o banco onde depositamos nosso dinheiro, enfim, todos os produtos e serviços que nos servem foram, um dia, apenas uma ideia. Para que chegasse à realização precisaram de bastante esforço e, sobretudo, de investimento.

É justamente nesse ponto crucial do investimento que muitas vezes surge o entrave. Afinal, nem sempre é possível encontrar um investidor disposto a bancar uma ideia nova, sendo que tantas ideias já consagradas estão por aí, também precisando captar recursos. Porém, felizmente existem os investidores anjo, que podem ajudar a tirar o seu projeto do papel. A seguir, veja quem eles são eles e como trabalham:

Quem são os investidores anjo

Os investidores anjo são pessoas físicas dispostas a investir em novos empreendimentos, que se apresentam como startups. Em troca, pedem uma participação acionária preferencial, que será valorizada na proporção do sucesso do novo negócio.

Geralmente, o investidor anjo é um empresário, um executivo ou um profissional liberal que, além de um bom conhecimento de mercado, tem um capital próprio para ser investido e que busca novos empreendimentos que estejam sendo gerados a até 200 quilômetros do lugar onde mora.

Mesmo não se interessando por participar com uma posição executiva na nova empresa, além do dinheiro investido, ele também costuma atuar como mentor ou conselheiro, ajudando a supervisionar o negócio que está nascendo, o que torna a favorável que ele more próximo da sede da empresa que está nascendo.

Como o investidor anjo tem conhecimento na área onde a startup pretende atuar e como ele também possui uma boa rede de relacionamentos a presença dele negócio ainda pode contribuir para que as coisas evoluam em um bom ritmo.

Anjo em busca de ganhos

Antes de tudo, é preciso entender que um investidor é considerado anjo não por ser um benfeitor desinteressado, que adere a um negócio para exercer a filantropia. Na verdade, eles são pessoas que compreendem a dinâmica de mercado e estão buscando uma oportunidade para obter ganhos com negócios que estão no início.

Por outro lado, o termo “anjo” se associa ao fato de ele não se limitar a investir dinheiro, uma vez que também coloca o conhecimento que possui e o network que formou a serviço da nova ideia.

Investidores anjo são cautelosos

Normalmente, o investimento-anjo é feito por dois a cinco investidores que se cotizam para formar o total do capital a ser investido, o que será feito com cautela. Considerando que qualquer novo negócio implica riscos consideráveis, eles investem a menor parte do capital necessário para tocar o negócio. Em média, o investimento total por empresa não ultrapassa os R$500 mil.

É preciso buscar com segurança

Na busca por um investidor anjo é preciso cuidado, uma vez que no mundo dos negócios existem pessoas disfarçadas de anjos que estão apenas em busca de ideias novas que possam ser copiadas. Por isso, é conveniente encontrar organizações que promovem a aproximação entre empreendedores e investidores anjos. Além de facilitar os encontros, estas organizações adotam um código de ética que minimiza os riscos de você lidar com alguém que apenas quer se aproveitar da sua ideia.

No Brasil o primeiro grupo do gênero foi fundado no Rio de Janeiro em 2004, como o nome “Gávea Angels”, como resultado de pesquisas realizadas na PUC Rio. De lá pra cá, surgiram outras iniciativas semelhantes em várias capitais. A organização Anjos do Brasil trabalha com a proposta no nível nacional.

Se você quer mais informações sobre os investidores anjo, deixe aqui o seu comentário. Teremos prazer em ajudar!